Dashboard de RH da Klog
Estudo de caso de Recursos Humanos (RH) com foco em conceitos de People Analytics e KPIs.
No cenário atual, muitas equipes de RH ainda enfrentam um desafio recorrente: gastar tempo demais produzindo relatórios manualmente. Os dados frequentemente estão dispersos em múltiplas fontes, e consolidá-los limita a capacidade do RH de atuar de forma estratégica e tomar decisões orientadas por dados.
Este business case é construído a partir dessa realidade. Ele demonstra como a implementação de um dashboard automatizado pode transformar o RH de uma função operacional e reativa em uma atuação mais analítica e proativa — com insights em tempo real e maior suporte à tomada de decisão.
No centro dessa transformação estão alguns KPIs essenciais. Métricas como admissões, desligamentos e headcount fornecem uma visão clara da evolução da força de trabalho ao longo do tempo, ajudando a acompanhar crescimento, reduções e a dinâmica geral das equipes. A taxa de turnover desempenha um papel fundamental no monitoramento da rotatividade e, quando analisada de forma segmentada, revela padrões importantes e possíveis problemas de retenção. Complementando isso, o indicador de bad hires destaca desligamentos precoces dentro do período de experiência, trazendo insights valiosos sobre a efetividade dos processos de recrutamento e seleção.
O que realmente potencializa o valor desses KPIs é a segmentação de dados. Olhar apenas para números agregados não é suficiente — os insights mais relevantes surgem ao analisar os dados por dimensões como departamento, cargo, tempo de empresa e demografia.
Para suportar esse nível de análise, o dashboard foi projetado com visuais claros e intuitivos. Gráficos de linha facilitam o acompanhamento de admissões, desligamentos e headcount ao longo do tempo, permitindo identificar padrões da força de trabalho. Um medidor de turnover oferece uma visão rápida da performance geral, enquanto cards de KPIs consolidam métricas-chave como headcount, folha salarial, admissões, desligamentos e taxa de bad hires em uma visão executiva simples. Filtros interativos permitem que os usuários explorem os dados de forma dinâmica e descubram insights mais detalhados com base em características específicas.
O resultado vai além de um simples relatório. Trata-se de uma solução que transforma dados em uma narrativa clara — ajudando o RH a entender o passado, monitorar o presente e influenciar o futuro com decisões mais informadas e estratégicas.
Sobre os Dados
O dashboard é construído sobre um modelo de dados estruturado com cinco tabelas, projetado para garantir escalabilidade e performance analítica. No centro está a tabela fato, fContracts, que contém todo o histórico de eventos dos colaboradores, como admissões e desligamentos ao longo do tempo. Essa é a principal fonte para todos os cálculos e insights.
Apoiando essa tabela central, o modelo inclui uma dimensão de data (dCalendar), que permite análises temporais consistentes, uma tabela de medidas (tMeasures) onde são definidas as principais métricas de negócio, e tabelas de parâmetros, que possibilitam interações dinâmicas no dashboard, como alternar KPIs ou segmentar os dados.
Os dados têm origem em arquivos Excel, que são tratados e estruturados antes de serem utilizados no modelo. Essa transformação é realizada no Power Query utilizando a linguagem M, responsável por extrair, limpar e organizar os dados em um formato confiável. Após essa etapa, o DAX (Data Analysis Expressions) é utilizado para criar medidas calculadas, transformando dados brutos em KPIs relevantes como turnover, headcount e bad hires.
Todo o modelo segue o padrão de star schema (modelo estrela), uma abordagem amplamente utilizada em analytics, onde uma tabela fato central se conecta a tabelas auxiliares que fornecem contexto. Essa estrutura melhora a performance, simplifica os relacionamentos e torna o modelo mais intuitivo, permitindo análises eficientes e flexíveis dentro do dashboard.


Processo de Construção do Design
Projetar um dashboard de BI vai muito além de apenas posicionar gráficos — trata-se de criar uma experiência clara, intuitiva e visualmente consistente, que ajude os usuários a entender os dados mais rapidamente e tomar melhores decisões.
Durante o desenvolvimento deste projeto, o foco não foi apenas no modelo de dados e nos KPIs, mas também na construção de uma base sólida de UI (User Interface) e UX (User Experience). Como muitos profissionais de BI, enfrentei desafios comuns ao longo do processo, como definir uma paleta de cores harmônica, escolher tipografias consistentes, criar elementos visuais e estruturar um layout que realmente favorecesse a usabilidade.
Para superar esses desafios, utilizei o Figma como principal ferramenta de design, criando e prototipando a interface antes de levá-la para o Power BI. Isso permitiu testar hierarquia visual, alinhamentos e consistência entre elementos — desde espaçamentos até cores e tipografia — evitando retrabalho e acelerando o desenvolvimento com uma direção clara.
Como fonte de inspiração, explorei plataformas como o Behance, que se tornou uma das minhas principais referências para ideias de design. Ao invés de focar apenas em dashboards, busquei referências em produtos digitais diversos para entender melhor a aplicação de princípios de UI/UX, organização da informação e construção de composições visuais mais atrativas.
Combinando o Figma para prototipação e o Behance como fonte de inspiração, foi possível criar um layout que equilibra estética e funcionalidade — garantindo que o dashboard seja não apenas visualmente atrativo, mas também fácil de navegar, interpretar e interagir.
No fim, o objetivo foi simples: transformar dados em uma experiência clara e intuitiva, reforçando que um bom design é parte essencial de um storytelling de dados eficaz.

